A trupe pequena que aprendeu mais do que a trupe gigante
A serragem ainda pairava no ar quando a equipa tentou enfiar cenários dobráveis num só camião. O diretor ficou preso numa escolha: levar uma trupe enorme, ou uma trupe pequena e passar noites a ensaiar com pilhas de textos da biblioteca.
Quase toda a gente apostava na trupe enorme, mais gente, mais falas na cabeça. É a mesma ideia de que um sistema de linguagem maior, com mais “botões” por dentro, já nasce melhor. Mas na estrada, trupe grande custa caro e atrasa tudo.
Aí a equipa escolheu a trupe pequena e compensou com ensaios longos. Foi parecido com o que aconteceu com o LLaMA: fizeram versões de vários tamanhos e deram muito mais leitura às menores do que era comum, só com textos públicos de muitos tipos.
Só que ensaio longo sem ordem vira confusão. Eles marcaram o palco, criaram rotinas e cortaram desperdícios de fôlego nas entradas e saídas. Do outro lado, também mexeram nos bastidores para o sistema aprender sem se perder em textos longos e para treinar mais rápido, sem refazer trabalho pesado.
Na estreia, a trupe pequena acertou cenas que costumam pedir muita gente. Do mesmo jeito, uma versão menor do LLaMA chegou a bater um sistema mais antigo e enorme em várias provas comuns, e a maior ficou perto de sistemas de ponta. Em contas e código, melhora quando tenta várias saídas e fica com a mais consistente.
Depois dos aplausos, veio a parte chata: algumas falas saíam mais agressivas quando a trupe era maior, e velhos estereótipos escapavam sem querer. No LLaMA aparece algo parecido: respostas tóxicas e vieses podem crescer com o tamanho, e ele também inventa erros com ar de certeza. Mesmo assim, mostrou que mais ensaio pode valer mais do que mais “gente” no palco quando o custo importa.